segunda-feira, 17 de abril de 2017

[Novel] Simplesmente: Eu e Você! - Capitulo 01

Fala galera!
Após 15 dias da publicação do prólogo, traremos o primeiro capítulo da novel Simplesmente: Eu & Você! de Saieso Seraos! O feedback que tivemos nessas duas semanas foi bastante variado. Alguns gostaram de ver algo diferente por aqui, e outros disseram que não tem muito a ver com o nosso ramo, que é quadrinhos. Só o que posso dizer é que, quem acha que só trabalhamos com quadrinhos, está ligeiramente enganado. Já publicamos contos aqui no site (Poucos, eu sei... Mas publicamos!) e também uma série de fanfic em texto. O lance é que o estúdio tem pretensões de fazer publicações diferentes para todos os gostos, não só quadrinhos. Talvez poderemos nos tornar uma mini editora em breve, e não ficaremos só nos quadrinhos caso isso aconteça. Os trabalhos de receber manuscritos, revisar, ajustar e essas coisas, são trabalhos editoriais que estão nos ensinando bastante e nos ajudando a crescer editorialmente. Quem sabe não poderemos trazer um livro a vida em breve? Enquanto isso, leia o capitulo 1 desta primeira novel publicada por aqui! Agradecimento especial a nossa revisora Érica Samizava pelo tempo dedicado a obra! Boa leitura!


Simplesmente: Eu & Você!
Autor: Saieso Seraos
Gênero: Romance
Revisão: Érica Y. Samizava

Quinta-feira, 1 de março de 2012


# 01

Paraíso, Tocantins, Brasil.

- Então você precisa mesmo ir? – Pergunta o amigo.

- Sim, é necessário – responde ele.

- Mas e o trabalho como vai ficar? – Uma amiga pergunta.

- Bem, ainda não sei... Provavelmente irei abandonar, caso não me recupere logo – ele responde. De qualquer forma, pretendo fazer meu relatório final assim que chegar de viagem e encaminhar para a empresa – ele complementa.

Por alguns instantes, eles ficam em silêncio, pensativos, encaram um aos outros, mas não pronunciam sequer uma palavra nestes minutos; o que dá para ouvir é apenas o som dos carros passando na rua em frente ao hotel em que estão hospedados.

- Bom, preciso me apressar senão perco o horário do ônibus. Alguém de vocês irá me acompanhar até a estação? – Ele pergunta.

- Creio que eu não tenha o que falar, já que finalizamos nossa parceria aqui – responde o amigo – quanto à Lorena, talvez vocês ainda precisem se falar – complementa, dando um tapinha nas costas da garota e indicando para segui-lo.

Os dois amigos se despedem um do outro, prometendo que em breve se veriam novamente. O táxi já o aguardava, ele abre a porta para a garota entrar, depois guarda os pertences no porta-malas do carro e assim prosseguem viagem. Uma viagem com duração de quinze minutos que parecia uma eternidade para os dois, o tempo congelou, não se ouvia nada além das músicas tocando na estação de rádio naquele táxi. Até que...

- É... eu... – ela tenta puxar assunto.

Ele mantém-se quieto e em silêncio. Nem olha para a esquerda e nem para o seu lado direito onde ela está sentada, olhar fixo à sua frente. E quando ela foi abrindo a boca novamente para expressar alguma palavra...

- Obrigado, Lorena – diz ele.

- Ãhn... mas o quê? – Fala ela sem entender o porquê d’ele agradecê-la.

- Você está muito tensa garota, se acalme. Até parece que a gente não vai mais se ver ou que eu vou morrer – diz ele com um sorriso no rosto – Estou só agradecendo você pelo serviço prestado durante esses meses que trabalhamos juntos na empresa, pela companhia, por sua dedicação e atenção que teve a minha pessoa neste pouco período que estive aqui nesta cidade. Obrigado por tudo – complementa ele.

- Ah sim, desculpe – responde ela.

Ele dá sinal com sua mão indicando que está tudo bem. Logo à frente avistam a estação rodoviária da cidade, e ele, como sempre, permanece calmo, mas ela, a tensão parece que quer matá-la, suas mãos suam frio, seu rosto ficou um pouco pálido, mesmo tendo a pele corada.

Alguns segundos depois eles já estavam descarregando as malas, ele paga o taxista, o agradece e prossegue para o ponto da bilheteria pagando sua passagem e indo para os assentos aguardar o momento da saída à seu destino. Ela senta ao lado dele e fala ainda com sua voz trêmula:

- Vo... Você vai embora mesmo?

- Porque me perguntas isso? – Retruca ele.

- Você disse que iríamos ficar juntos até o fim do ano, não estamos nem na metade do ano e você já está nos deixando! – Diz ela um pouco nervosa – Por que tem que ser assim? Por que você precisa ir? O que está acontecendo que você não nos diz nada, não me fala nada? – Ela pergunta e se cala de imediato com expressão de envergonhada.

- São muitas perguntas, mas só tenho uma resposta – diz, olhando para Lorena.

Todos que estavam próximos da plataforma de embarque ficaram atônitos olhando para a garota que parecia muito irritada quando fazia aquelas perguntas ao garoto. Havia muitos curiosos, uns espantados com a reação súbita dela, enquanto outros aguardavam uma resposta do garoto.

Ele vira-se para o lado da garota, segura suas mãos, olha para ela e diz:

- Entendo muito bem o que você está sentindo neste momento, mas nem tudo acontece como realmente queremos ou planejamos. Este não é um adeus, ainda nos veremos, e quando esse dia chegar iremos lembrar e sorrir juntos, então Lorena, levante esta cabeça e sorria, não fique cabisbaixa assim, pois você é uma garota inteligente e esperta, sempre sabendo o que dizer, o que fazer em momentos difíceis. Você pode não entender agora o porquê de tudo isso, mas um dia terás a resposta e ficará feliz.

Lorena ergue um pouco o seu rosto e olha para ele. Em seus olhos, lágrimas correm como uma cachoeira com sua nascente ao seu topo que jorra água em abundância, assim o rosto dela transmite este tipo de situação. Todos os que estavam ainda observando, param de olhar rapidamente, desajeitados com o que acabavam de presenciar. Ele leva sua mão e alisa a cabeça dela tentando acalmá-la e tenta consolá-la, pedindo para que não chorasse.

Depois de chorar muito, ela se acalma. O casal fica em silêncio até que o ônibus chega ao terminal, o rapaz levanta e despede-se dela. Mais uma vez, a garota começa a chorar; é um pouco desconfortante para ele, mesmo assim, abraça-a, dá-lhe um beijo em sua testa e entra no ônibus.

O que se vê da janela do ônibus é o rosto de Lorena com olhar infeliz e os olhos lacrimejando, é uma cena triste e comovente, alguém que tanto sonhou, ou ao menos pensou ter encontrado a resposta para algo que tanto esperava acontecer, o destino ou, seja lá o que for, retirou do seu caminho como um vento na palha que vêm e carrega como se não fosse nada, como se fosse apenas uma ilusão, um sonho e nada mais.

- Ufa! Parece que o ônibus não ia chegar mais – Sussurra baixinho ele aliviado – vou aproveitar e tentar descansar um pouco durante a viagem – continua sussurrando. Desta forma encosta sua cabeça sobre a janela, e já chegando ao entardecer, dá para ver pela janela o pôr-do-sol. Enquanto ele olha as árvores passando em uma velocidade rápida, seus olhos vão se fechando lentamente, é o cansaço de longos dias de esforço e trabalho sem dormir direito acumulado em seu corpo, sem comentar a fadiga e pressão mental devido à grande responsabilidade que tinha sobre aquele serviço naquela cidade pela empresa.

Quando seus olhos se fecham completamente, começa então a passar um filme sobre ele; é como se estivesse ali dentro de sua própria história vendo a si mesmo e as demais coisas que já havia vivido, as cenas são impressionantes e dentre elas está ela: Lorena Starlin, a garota que ele deixou para trás em prantos e desiludida. A cena do primeiro encontro com ela, a confissão dela e então os dois começaram a sair. Até a lembrança distante de não querer se comprometer com ninguém lhe veio à mente... Foi por insistência dela que acabaram iniciando um relacionamento.

Os abraços, apertos de mão, o andar sobre a rua de mãos dadas, tudo isso vem à sua memória como um relâmpago e, ao mesmo tempo, como se parasse o tempo naquele instante, não é algo para se vangloriar, já que a maioria dos jovens de sua idade quando namoram já tem os “pegas e amassos”, mas sempre foi diferente com ele, sem apegação, sem beijo na boca ou qualquer cena mais picante que fosse, bom pelo menos era isso que ele imaginava na época, tinha que ser algo totalmente puro.

Não foi aquilo e nem outra coisa do tipo que ele sonha, não do jeito que os outros queriam, que falavam que ele deveria fazer, insistiam, mas ele não dava ouvidos – “Um alívio...” – pensou ele, conseguiu se sair da melhor maneira possível, sentia o seu coração em paz.

- Moço? – Uma voz ecoa sobre seus ouvidos...

- Ei moço? – Alguém o chama novamente e desta vez balança o seu ombro. Ele se espanta, quando percebe que é o cobrador do ônibus avisando que havia chegado a seu destino.

- Obrigado! – Ele agradece ao cobrador por acordá-lo.

Ele desce do ônibus, estica suas pernas, seus braços e dá aquele respiro bem fundo, sentindo um ar diferente como se fosse uma nova vida, um novo mundo, uma nova direção encontrada. Dali, pega um coletivo e vai para sua casa, aliás, sua cidade natal – Palmas – Tocantins.

***
O que virá a seguir? Lorena ainda conseguirá rever seu amado, ainda terá ela uma nova chance de reconquistar o coração de Roberto? Não deixe de acompanhar esta emocionante história romântica! Continua no Capítulo 02!

Até a próxima!

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